Li que a Kodak está mal das pernas, à beira da falência. O motivo é que a empresa, que foi fundada em 1888, não acompanhou as mudanças do seu tempo. Mas deixa pra lá, não é sobre isso que quero escrever... quero escrever sobre a força da fotografia na nossa vida e o registro da nossa memória ali contido. Na semana passada vasculhei algumas caixas antigas, como muita gente faz, e reencontrei alguns álbuns de fotografias em preto e branco. Recordei de bons momentos.

Crédito: Foto Votuporanga – Takeo Sato
Minha mãe, Aparecida Bueno Martinez, com 21 anos e eu com 5 meses.
Esta foto foi tirada em outubro de 1960.
Aqui no pé do ouvido: faça uma busca nas suas coisas antigas. Se não tiver nada, busque pelo menos na memória. Fazia muito tempo que não via essas fotos e me deu uma grande saudade das festas de aniversário, dos encontros dos tios, das tias, dos primos, e a presença forte dos meus avós. Revi gente que já tinha esquecido e outros que ainda são presentes. Matei a saudade. Mate sua também.

Crédito: Foto Votuporanga – Takeo Sato
Minha mãe e meu pai, José Molero Martinez. Foto tirada em 1964.
Eu tinha 4 anos, minha mãe 25, e meu pai 31 anos.
Não acredito na máxima de quem gosta de coisa velha é museu. Nessa busca de lembrar o passado, além das fotografias encontrei meus primeiros rabiscos e uma caneta de pena que ganhei da minha tia. É normal também querermos apagar o passado, principalmente as coisas amargas, mas hoje vejo que os acontecimentos indesejáveis também servem para refletir e crescer. Esta coisa de bagagem, conteúdo, a gente vai adquirindo na medida em que visita e revisita a própria história
*Por Professor Marcos Roberto Bueno Martinez
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